Depois de inúmeras publicações o regime militar (1964-1985) volta à cena com o lançamento, no Recife, do livro: “DAS LIGAS CAMPONESAS E A REVOLUÇÃO DE 64”, escrita pelo advogado e ex-militante político Joel Sampaio de Arruda Câmara.
Com um título, no mínimo provocativo para a maioria dos estudiosos, principalmente os de esquerda ele torna-se ainda mais polêmico por quem o escreveu. Joel Câmara tem no currículo o fato de ter sido lugar-tenente, espécie de discípulo nº1 do também advogado e líder camponês Francisco Julião, um dos maiores baluartes das LIGAS COMPONESAS em Pernambuco.
Chegou a ser preso por duas vezes, uma no primeiro governo de Miguel Arraes, em 1961, e outra no início dos governos militares, em 1964, por “medida de segurança”. Ex-trotskista, decidiu abandonar as bandeiras vermelhas por desilusão e considerar-se traído por antigos companheiros. Inclusive chegou a dividir sela com outros revolucionários como, entre outros, Gregório Bezerra.
No conteúdo deste ensaio, que, segundo o autor, será dividido em três volumes Joel descortina o passado, numa riqueza de detalhes e documentação impressionantes o verdadeiro papel dos comunistas, mitos e mentiras, entre outras, o oportunismo deles frente a fundação das próprias Ligas.A previsão de lançamento está para o início de 2012 e o preço esta a definir.
sábado, 29 de outubro de 2011
Ex-militante das Ligas Camponesas vai lançar livro no Recife
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Debate sobre Gregório Bezerra
Amanhã, 28 de outubro, as 19h será realizado na livraria Poty um debate sobre MEMÓRIAS - a recente obra póstuma do lendário líder comunista Gregório Bezerra. Tendo a frente da mesa o filho Jurandir Bezerra,com mais de 80 anos, será debatido toda a contribuição de seu pai na política brasileira bem como toda a sua trajetória de vida,desde a revolução de 1930, a intentona comunista,os regimes militares até a sua vida no exílio, na Rússia Soviética.
Depois do bem sucedido lançamento no Recife, desde 1 de setembro,na sala da Fundação Joaquim Nabuco a história comprova sua imortalidade através de MEMÓRIAS. Com cerca de 600 páginas, com manuscritos reunidos no tempo de exilado Gregório conta tudo o que sua assombrosa memória pode trazer, desde os tempos de criança, no sertão pernambucano, toda sorte de privações dos sertanejas, as condições humilhantes frente aos coronéis, bem como toda as vitórias de sua vida. Pela Editora Bointempo, o livro custa R$ 70,00 nas livrarias.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
História Americana: O encontro imaginário dos JK
Liderança. Audácia. Carisma. Qual a relação entre estas palavras? Resposta: os presidentes Juscelino Kubistchek e John Kennedy. Notáveis líderes em seus respectivos países, Brasil e Estados Unidos, mais que a semelhança das iniciais (JK) a biografia de ambos acrescenta mais uma palavra: tragédia. Apesar de extremamente populares, morreram de forma trágica e deixaram grande comoção popular.Seria exagero reiterar que os presidentes acima destacados constituem o único caso da história dos estadistas cujo final é encerrado por um crime bárbaro. Entretanto, o poder de comunicação, aliado ao não menos importante espírito futurista e sedutor nos dois personagens, por si sós não passaram despercebidos da historiografia.Há 50 anos, mais precisamente no dia 20 de janeiro de 1961 o jovem John Kennedy surpreendeu (pela relativa pouca idade) ao assumir o cargo mais poderoso do mundo: a presidência norte-americana. Mesmo por uma vitória apertada, menos de 2% contra Nixon, mais tarde futuro presidente. O mundo simplesmente parou para testemunhar este acontecimento, afinal, o planeta vivia o auge da guerra fria, a conhecida queda de braço entre as duas superpotências mundiais: A União Soviética versus Estados Unidos. E, o presidente Kennedy representava o alívio dessas tensões entre estes dois países e, de quebra, a tão almejada paz mundial.Na parte sul do mesmo continente, mais precisamente no Brasil, seis anos antes assumira a sua presidência o jovem político Juscelino Kubistchek, sob a coligação PSD-PTB foi eleito com 36% dos votos válidos. Evidentemente, em proporções menores ao problema do colega norte-americano Kubistchek assumira o comando da nação num momento não menos delicado. O país enfrentara um vácuo político, mal preenchido por uma série de governos interinos desde o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em agosto de 1953.O desemprego progressivo, a alta da inflação e a crescente aderência aos movimentos de esquerda, bem como os de direita (os militares) deixaram um palco político no mínimo desafiador para o futuro presidente. Mas, com estrema habilidade, e um plano grandioso como projeto “cinquenta anos em cinco” Kubistchek resgatou a esperança e o orgulho nacional.Nas eleições presidenciais de 1955, foi eleito com 36% dos votos. Como presidente construiu hidroelétricas, modernizou parques industriais, trouxe investimentos estrangeiros ao país e deu início a construção de Brasília, sob instituição do Distrito Federal.Aspecto Psicológico de AmbosSem dúvida o encontro dos dois JK´s seria para lá de agradável(como nesta foto montagem), exceto por uma eventual e quase impossível falta de afinidade entre eles, no caso de um encontro real. John Kennedy antes de entrar na Casa Branca foi fortemente criticado por sua pouca idade. Entretanto, Kennedy era acima de tudo um sedutor, e encarnava para a maioria das pessoas o típico playboy americano, fator este o qual quase lhe arrancou a presidência.Inversamente, Juscelino Kubistchek, apesar do incomum sobrenome (de origem Tcheca) não possuiu a mesma sorte de colega político acima, porém dividia com o mesmo um surpreendente poder de sedução e grande sucesso entre as mulheres. Ambos gostavam da noite e tudo o que de bom ela poderia trazer, claro. E usufruiram disso.
Infelizmente, relatar as façanhas amorosas dos dois figurões da política dariam um livro, e o espaço da postagem perderia o sentido do blog, cujo papel é despertar a paixão dos leitores pela história dos personagens e ir além (como rastrear os livros e links). Mas posso adiantar aos leitores que quanto ao apetite sexual John Kennedy chegava a ir além: há rumores que ele apreciasse o sexo coletivo, como nos tempos de Roma. Sua infidelidade à primeira dama era tão pertubadora quanto o mal-estar gerados, como exemplo do episódio da atriz Marilyn Monroe¸ quando esta cantou os parabéns a Kennedy, por ocasião do seu 45º aniversário, no dia 19 de maio de 1962. E mesmo antes do sexy sussurrar final da cantoria o país inteiro já sabia do romance dos dois.
A desenvoltura de Marilyn, bem como sua intimidade quase deixou o presidente em apuros, e ainda chegou a ser relembrado, mais de 30 anos depois, em comparação ao escândalo do ex-presidente americano Bill Clinton, acusado de envolvimento sexual com a então estagiária Mônica Levinsky.
No caso de Juscelino, bem mais discreto, sabe-se apenas que vivenciou muitos amores, todavia casou-se com Sarah Lemos, a quem o único obstáculos do romance dos dois era a política, a segunda paixão de Kubistchek.A Tragédia histórica Sem dúvida, até pela combinação das circunstâncias e importância do cargo numa visão mundial deram a John Kennedy o destaque maior ao assassinato. Ele era jovem, vivia o auge de sua carreira e popularidade. Mas, mesmo assim teve sua vida abreviada num covarde e intrigante assassinato, mal esclarecido, pouco solucionado e divisor de opiniões, mesmo nos dias de hoje. No caso do presidente Juscelino Kubistchek, seu falecimento ocorreu no dia 22 de Agosto de 1976, em um desastre automobilístico em que também perdeu a vida seu motorista e amigo Geraldo Ribeiro, em circunstâncias até hoje pouco claras, no quilômetro 328 da Rodovia Presidente Dutra, em um automóvel Chevrolet Opala, na altura da cidade fluminense de Resende, no qual o veículo onde ele estava, colidiu violentamente com uma carreta carregada de gesso.
Sob a mira de inúmeras câmeras, pode-se assim dizer que o assassinato de John Kennedy parecia algo cinematográfico. E foi reprisado por todo o planeta. O difícil era acreditar o que de fato ocorrera naquela fatídica tarde em Dallas, quando três tiros foram efetuados na cabeça de Kennedy, a bordo de sua limousine e cuja morte foi instantânea. Era sexta-feira 22 de novembro de 1963 . O suposto assassino, Lee Harvey Oswald foi preso 80 minutos depois, porém nunca admitiu o crime, pouco tempo depois foi assassinado.
Inúmeras conjecturas foram criadas para explicar a morte de ambos presidentes, embora não justifiquem em momento algum. Segundo relatos extra-oficiais Juscelino não era bem visto pelos militares e sagrou-se um forte opositor à ditadura militar no Brasil, daí a grande suspeita da população frente a eles. John Kennedy, nem se fala, afora o inimigo natural da guerra Fria, a Rússia Soviética, entre outros, ele já estava se preparando para concorrer à reeleição à Casa Branca. Fator este que certamente lhe contraiu inúmeros inimigos políticos.
Contudo, suas personalidade já estão eternizadas na História da humanidade , bem como em filmes e bibliografia dos grandes líderes do século 20.
Referências para pesquisadores
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.vejoseries.com/images/series/fotos/jk.jpg&imgrefurl=http://www.vejoseries.com/JK&h=1401&w=1014&sz=251&tbnid=fQ2FG8QhPtsD7M:&tbnh=150&tbnw=109&prev=/search%3Fq%3Da%2Bmorte%2Bde%2Bjuscelino%2Bkubitschek%26tbm%3Disch%26tbo%3Du&zoom=1&q=a+morte+de+juscelino+kubitschek&hl=pt-BR&usg=__OWt2lZxQph8P3-lnAfYLVbMXZ9k=&sa=X&ei=yd2dTbyrG9Cgtgfs64nEBA&ved=0CF4Q9QEwCw
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-50-anos-da-posse-de-john-kennedy
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Infelizmente, relatar as façanhas amorosas dos dois figurões da política dariam um livro, e o espaço da postagem perderia o sentido do blog, cujo papel é despertar a paixão dos leitores pela história dos personagens e ir além (como rastrear os livros e links). Mas posso adiantar aos leitores que quanto ao apetite sexual John Kennedy chegava a ir além: há rumores que ele apreciasse o sexo coletivo, como nos tempos de Roma. Sua infidelidade à primeira dama era tão pertubadora quanto o mal-estar gerados, como exemplo do episódio da atriz Marilyn Monroe¸ quando esta cantou os parabéns a Kennedy, por ocasião do seu 45º aniversário, no dia 19 de maio de 1962. E mesmo antes do sexy sussurrar final da cantoria o país inteiro já sabia do romance dos dois.
A desenvoltura de Marilyn, bem como sua intimidade quase deixou o presidente em apuros, e ainda chegou a ser relembrado, mais de 30 anos depois, em comparação ao escândalo do ex-presidente americano Bill Clinton, acusado de envolvimento sexual com a então estagiária Mônica Levinsky.
No caso de Juscelino, bem mais discreto, sabe-se apenas que vivenciou muitos amores, todavia casou-se com Sarah Lemos, a quem o único obstáculos do romance dos dois era a política, a segunda paixão de Kubistchek.A Tragédia histórica Sem dúvida, até pela combinação das circunstâncias e importância do cargo numa visão mundial deram a John Kennedy o destaque maior ao assassinato. Ele era jovem, vivia o auge de sua carreira e popularidade. Mas, mesmo assim teve sua vida abreviada num covarde e intrigante assassinato, mal esclarecido, pouco solucionado e divisor de opiniões, mesmo nos dias de hoje. No caso do presidente Juscelino Kubistchek, seu falecimento ocorreu no dia 22 de Agosto de 1976, em um desastre automobilístico em que também perdeu a vida seu motorista e amigo Geraldo Ribeiro, em circunstâncias até hoje pouco claras, no quilômetro 328 da Rodovia Presidente Dutra, em um automóvel Chevrolet Opala, na altura da cidade fluminense de Resende, no qual o veículo onde ele estava, colidiu violentamente com uma carreta carregada de gesso.
Sob a mira de inúmeras câmeras, pode-se assim dizer que o assassinato de John Kennedy parecia algo cinematográfico. E foi reprisado por todo o planeta. O difícil era acreditar o que de fato ocorrera naquela fatídica tarde em Dallas, quando três tiros foram efetuados na cabeça de Kennedy, a bordo de sua limousine e cuja morte foi instantânea. Era sexta-feira 22 de novembro de 1963 . O suposto assassino, Lee Harvey Oswald foi preso 80 minutos depois, porém nunca admitiu o crime, pouco tempo depois foi assassinado.
Inúmeras conjecturas foram criadas para explicar a morte de ambos presidentes, embora não justifiquem em momento algum. Segundo relatos extra-oficiais Juscelino não era bem visto pelos militares e sagrou-se um forte opositor à ditadura militar no Brasil, daí a grande suspeita da população frente a eles. John Kennedy, nem se fala, afora o inimigo natural da guerra Fria, a Rússia Soviética, entre outros, ele já estava se preparando para concorrer à reeleição à Casa Branca. Fator este que certamente lhe contraiu inúmeros inimigos políticos.
Contudo, suas personalidade já estão eternizadas na História da humanidade , bem como em filmes e bibliografia dos grandes líderes do século 20.
Referências para pesquisadores
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.vejoseries.com/images/series/fotos/jk.jpg&imgrefurl=http://www.vejoseries.com/JK&h=1401&w=1014&sz=251&tbnid=fQ2FG8QhPtsD7M:&tbnh=150&tbnw=109&prev=/search%3Fq%3Da%2Bmorte%2Bde%2Bjuscelino%2Bkubitschek%26tbm%3Disch%26tbo%3Du&zoom=1&q=a+morte+de+juscelino+kubitschek&hl=pt-BR&usg=__OWt2lZxQph8P3-lnAfYLVbMXZ9k=&sa=X&ei=yd2dTbyrG9Cgtgfs64nEBA&ved=0CF4Q9QEwCw
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Dilma Rousseff: a Dama de Ferro Brasileira?
De fato, aproveitando o jargão do ex-presidente Lula: “nunca na história deste país...” uma mulher conquistou tanto poder. Eleita com mais de 56% dos eleitores, de quebra, ela ainda assumirá o governo com maioria parlamentar. E mais, de seus 37 ministros, nove mulheres irão compor o seu governo em 120 anos de República brasileira.
Breve Biografia
Filha do advogado e empreendedor búlgaro Pétar Russév (naturalizado brasileiro como Pedro Rousseff) e da professora brasileira Dilma Jane Silva, Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte – Minas Gerais. De classe média, na infância estudou em colégios de formação católica e conservadora.
Contudo, interessou-se por política logo após o regime militar de 1964. Influenciada pelo movimento estudantil, bastante ativo na época, ingressou no POLOP (Política Operária) e, posteriormente no Comando de Libertação Nacional (COLINA). Foi justamente neste último que lhe conferiu maior fama, como a questão da clandestinidade além, das ações armadas (assalto a bancos, atentados a bomba, etc.) que ela nega ter participado diretamente. No início dos anos 1970 foi condenada a seis anos de prisão, quando foi severamente torturada. Mas depois de dois anos foi absolvida pelo Supremo Tribunal Militar.
Após a anistia, filia-se ao PDT, partido do ex-exilado político Leonel Brizola. Na carreira política, de 1985 até 1988 foi Secretária Municipal da Fazenda do prefeito Alceu Collares (PDT-RS), em Porto Alegre. E, posteriormente, em 1990, quando este foi eleito governador do Estado (Rio Grande do Sul) ela assume a pasta das Minas, Energia e Comunicações. Em 1998, no governo do petista Olívio Dutra foi convidada para assumir o mesmo cargo, em sinal de sua competência. Em sua gestão a capacidade de atendimento do setor elétrico subiu 46%.
O seu prestígio aumentou quando, na crise do apagão do governo FHC, a região sul foi à única não atingida. Apesar de ter alertado antes o presidente do iminente problema do setor elétrico. Por isso, em 2002 ela foi convidada para ministra das Minas e Energia, no governo Lula. Com o escândalo do mensalão e a renúncia do então ministro José Dirceu Dilma é nomeada em seu lugar para a Casa Civil, o mais importante posto do governo brasileiro.
Foi justamente a sua experiência como Chefe da Casa Civil que lhe garantiu as bases para a caminhada à presidência da República.
Semelhanças entre Dilma e Thatcher
Evidentemente, é notório afirmar algumas semelhanças entre Dilma Rousseff e Margareth Thatcher, como no campo da personalidade, fator esse fundamental pra qualquer mulher que almeja um cargo de destaque. Mas resumi-las uma na outra beira à estupidez. Ambas possuem uma personalidade forte e de comando, aliados a um caráter técnico e pragmático nas decisões. Coincidentemente, herdaram de seus respectivos pais a veia para a política.
O pai de Dilma, Pedro Rousseff, era um advogado búlgaro e antes de imigrar ao Brasil era filiado do partido comunista da Bulgária; no caso de Margaret, seu pai, Alfred Roberts, era proprietário de uma mercearia. Porém foi um ativo membro municipal de Granthan, cidadezinha dos Midlands ( região Central da Inglaterra) e, posteriormente prefeito durante um ano, em 1945.
Na vida acadêmica Dilma graduou-se em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande de Sul em 1977, visto que em Minas (sua terra natal) foi impedida de concluir o mesmo curso em função do AI-5, sob acusação de subversão. Thatcher formou-se em Química, mas exerceu por apenas quatro anos. Em seguida, optou por estudar direito pela Universidade Oxford, em 1953. Daí inicia suas pretensões políticas.
Elas foram eleitas as primeiras mulheres de seus respectivos governos. A obsessão pela objetividade e a busca por resultados é similar, nem que para isto ameace a popularidade. Ambas não nasceram com o carisma comum dos grandes líderes. Margareth vivia nos altos e baixos de popularidade e chegou à amargar em minguados 25% de aprovação no final de seu governo (1979-1990).
Como Dilma não teve tempo de gozar a presidência, sua estada com chefe da Casa Civil (2002-2010), cujo posto equivale, em linhas gerais, a de primeiro-ministro em outros regimes apenas conseguiu se eleger por um carisma transferido pelo seu padrinho político, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Principais Diferenças
Passadas as semelhanças acima relatadas, no campo da política a disparidade entre as duas é enorme. Enquanto estava no poder, Margaret tornou-se símbolo da direita mundial ao defender abertamente o neoliberalismo econômico, ou seja, a menor participação do Estado na economia. Para isto, seguiu de forma rigorosa a nova cartilha como a questão das privatizações de estatais, redução de gastos e uma oposição implacável aos movimentos sindicais do Reino Unido.
Inversamente, como foi dito Dilma optou desde sua juventude pelos movimentos de esquerda, inclusive os mais radicais (como as ações armadas). Enquanto ministra das Minas e Energia conseguiu equacionar os problemas do setor elétrico. E na Casa Civil foi uma ativa defensora do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), embora em gestação, as obras, como a transposição do São Francisco, prometem beneficiar inúmeros estados brasileiros, sobretudo o Nordeste. Principalmente no mandato atual.
No início do governo, a primeira ministra britânica conseguiu reduzir a inflação e a valorizar a libra esterlina que proporcionaram algum fôlego à economia, além de uma relativa paz com a opinião pública. Em contrapartida, o índice de desemprego triplicou desde a sua posse, em cerca de três milhões de britânicos.
Todavia, a sua personalidade austera conferiu-lhe numerosos inimigos, internos e externos, sobretudo dos países de ordem comunista. Principalmente a extinta União Soviética. Daí nasceu o apelido “Dama de Ferro”, que lhe deixou fama pelo resto da vida.
Controvérsias à parte, tanto Margaret Thatcher quanto Dilma Rousseff tornaram-se, entre outras, referência mundial da mulher moderna enquanto estadista, um estímulo para tantas outras, além de entrarem definitivamente para a História.
Referência para Pesquisadores
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dilma_Rousseff
http://pt.wikipedia.org/wiki/Thatcher
Livro Margaret Thatcher-os Grandes Líderes-original-cdlandia
Vídeos relacionados
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Batalha da África do Norte: A Raposa do Deserto versus O Buldogue Bretão
Sessão: Segunda Guerra Mundial Assunto: O Duelo no Deserto Africano
Erwin Rommel, lendário general alemão da Batalha da África do Norte, é daqueles que elogiar soa como redundância. A ele foi incumbido à difícil missão de salvar os italianos além de honrar a sorte do próprio Eixo (países do lado alemão) de uma derrota quase certa. Inicialmente, desacreditado pelos Aliados, sobretudo os britânicos do premier Winston Churchill tornou-se o pior pesadelo deles no decorrer da Segunda Guerra Mundial.
Rommel nasceu na cidade de Heidenheim, no estado de Wuttemberg, em 15 de novembro de 1891, no sul da Alemanha. Era filho de um reitor protestante e mae filha de dignatários. Desde cedo, já demonstrava uma aptidão militar, embora desejasse ser mecânico de aviões. No entanto, por influência do pai acabou seguindo carreira militar. Durante a vida chegou a servir na Primeira Guerra Mundial, e foi contemplado com medalhas de Primeira e Segunda Classe do cobiçado distintivo da Cruz de Ferro germânico.
Na vida pessoal Rommel não bebia e nem fumava. Era dedicado à família e, entre os seus soldados gozava de um respeito e admiração sem igual, além de possuir hábitos simples, como alimentar-se do mesmo cardápio do seu batalhão e tomar chá num cantil que guardava consigo.
Mas foi na Segunda Guerra o qual ele tornou-se um imortal. Depois de uma desajeitada campanha bélica italiana no Chifre Africano (Nordeste da África), um militar sisudo, de estatura mediana é recebido por eles num aeródromo líbio quase como um messias. Era 12 de fevereiro de 1941 e naquele momento os Aliados não tinham a menor idéia do que ele representaria.
Primeiras Batalhas: a Raposa Ataca
Em 31 de março, após convencer as autoridades italianas Erwin Rommel inicia uma batalha no deserto contra os ingleses na cidade de El Algheila, ao norte da Líbia. No modelo Guerra-Relâmpago aciona sua 15ª Divisão Panzer (embora incompleta) e surpreende-os numa vitória triunfal, registrada no dia 4 de abril. E obriga-os a recuarem.
Entretanto, Rommel que não era de perder tempo avança com seus tanques rumo a Tobruk, cidade fronteiriça com o Egito. Confronto iniciado no dia 10 de abril, desta vez o então comandante do Afrika Korps (nome da divisão de Rommel) encontra forte resistência dos australianos, responsáveis por sua defesa. O próprio premier Britânico, Winston Churchill, sabendo da importância estratégica da cidade descarta qualquer retirada, além de cumprir o papel de general na “queda de braço” com o alemão.
Como resposta, Churchill, ora chamado o velho “buldogue bretão” (ou britânico), ou, para os simpatizantes, Leão Inglês, deu início cinco dias depois a uma contra-ofensiva na conhecida Batalha de Sollun (no lado Egípcio). Após quatro dias de um sangrento conflito Rommel sagrou-se vitorioso. Segundo relatos ele adaptou seus canhões antiaéreos 88mm na função antiataque, ele arrasou um por um os tanques ingleses. Insatisfeitos, os súditos da rainha ainda tentaram reagir, mas numa manobra para lá de astuciosa, no dia 17 de abril,foram capturados pela retaguarda germânica.
A partir desta batalha o então general do Reich ganhou o célebre apelido cuja fama galgou proporção internacional: A Raposa do Deserto. E Hitler não deixou por menos, imediatamente o promoveu a Marechal de Campo. Sua façanha foi tamanha que garantiu-lhe a admiração de seus próprios inimigos. O próprio Churchill chegou a mencioná-lo na Câmara dos Comuns (parlamento inglês) como “o grande general”.
Conflito de AL-Alamen: O Buldogue reaje
O primeiro ministro britânico Winston Churchill era mesmo um homem de medidas arrojadas. A situação no deserto era sombria e o incomodava profundamente. Desde a Batalha de Sollon uma única preocupação residia em sua mente: Erwin Rommel, A Raposa do Deserto. E para isto seria necessário nomear alguém à altura, e este homem seria o general Bernard Montgomery. Sua missão: eliminar a raposa.
De fato, Montgomery cumpriu um papel crucial frente às tropas, resgatou a disciplina, organização e até mesmo algumas formalidades militares em desuso, como a reverência. Apesar de sua indiscutível competência é difícil compará-lo ao seu inimigo de farda. Rommel estava em clara posição de desvantagem quanto aos aliados, visto que seus aprovisionamentos custavam a chegar. E partiam de Tobruk ou da distante Trípoli, ao norte da Líbia, país vizinho, após uma arriscada travessia do Mediterrâneo.
Enquanto o Britânico recebia os mesmos mantimentos (alimentos, armas e combustíveis) diretamente do porto de Alexandria, há apenas 95km de Al-Alamen, cidade Egípcia. E ambos sabiam, quem conquistasse esta cidade estaria com o milenar Egito nas mãos. Em 30 de junho a raposa inicia a primeira batalha, mas, sem o apoio da Luftwaffe não consegue romper as linhas inimigas, mas fica em equilíbrio de forças.
Em novembro, com o prosseguimento do conflito o desequilíbrio de forças foi tornando-se cada vez mais evidente. Num dado momento o embate chegou a dois contra um. No espaço aéreo esta cifra subiu para cinco Aliados contra um do Eixo. Mesmo assim, num intervalo ocasionado pelas chuvas de inverno o Marechal aproveita linhas de defesa na estrada de Katerine. E chega a vencer uma batalha, em fevereiro de 1942, contra os inexperientes americanos. Mas era apenas um insulto final. A guerra já estava perdida.
Porém, inversamente ao pensamento oficial, o grande inimigo de Rommel não partiu dos Aliados, e sim de sua própria ordem: o Führer. Muitos especialista garantem: a falta de visão do líder nazista e sua obsessão pela campanha do Leste(na Rússia) foram fundamentais para a derrota alemã. Do contrário, talvez seu Marechal tivesse tido outro fim. Hommel morre no dia 14 de outubro de 1944, em Herrlingen, Alemanha, aos 52 anos.
Referência para os apaixonados por História
http://pt.wikipedia.org/wiki/Erwin_Rommel http://pt.wikipedia.org/wiki/Winston_Churchill Breve História da Segunda Guerra Mundial, Jesus Hernandez O Papa de Hitler, Jhon Cornwell Cinco dias em Londres, Jhon Lukacks National Geografic, "O dia D"
Redescobrindo a Segunda Guerra - O Dia D -
Vídeo 2 (continuação) Batalha na África do Norte
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Nos Labirintos da Sociedade Thule
Sessão: Segunda Guerra MundialAssunto: Genealogia Ariana
É impossível falar sobre o Holocausto sem relacioná-lo ao Nazismo. Bem como mencioná-lo e não citar a influência da Sociedade Thule, um grupo ocultista o qual vigorou no alto escalão de Adolf Hitler (1933-1945). Ambos são faces da mesma moeda. Ela representou para o partido Nazi o mesmo que o cérebro para o corpo humano. Mas, é claro, como a inteligência do mal.
As sociedades secretas marcam presença na história da humanidade há milênios. Existem várias correntes ou denominações. A maçonaria, embora seja uma delas, não deve ser confundida com as demais de cunho racista anti-semita, como o grupo Thule. Este já existia desde o século 19 como “Grupo de Estudos para a Sociedade Alemã”. Depois da Primeira Guerra Mundial e a derrota alemã ganhou força, daí foi batizada com este nome.
No conteúdo, sua base filosófica vigorava em torno do anti-semitismo e no resgate da supremacia da raça ariana. Também acreditavam que sua origem estava em Atlântida, de acordo com a lenda um épico continente perdido. Segundo os gregos, datado por volta de 9 mil anos a.C. Porém alguns de seus sacerdotes, através de barcos, conseguiram escapar. Desse modo, deixaram descendência na Índia, e em parte da Ásia (como no Tibet); além deles próprios, os povos germânicos .
O casamento do Partido Nazista com a sociedade Thule
Certamente, a afinidade de idéias entre o partido Nazista e a Sociedade Thule foi de importância primordial. Com a ascensão deles, no início da década de 1920 não haveria terreno mais fértil. E tomaram bom proveito disso. Composto por homens abastados, entre os quais barões da Bavária, seus membros financiaram os Nazistas desde o fracassado golpe de Cervejaria, em novembro de 1923 até o fim do regime, em 1945.
Apesar de não admitir publicamente, Adolf Hitler recebeu forte influência deste pensamento desde sua infância. Como deixou, nas entrelinhas, no Mein Kampft (Minha Luta), livro o qual escreveu nos tempos da prisão, e redigiu os fundamentos do seu Estado imaginário. Em contrapartida, foi cercado por ocultistas fervorosos, a exemplo dos oficiais Rudolf Hess (vice-führer), o chefe do Serviço Secreto (SS) Heinrich Himmler e o ministro da Propaganda Josefh Goebeles, entre outros.
Himmler, especificamente, foi um dos mais destacados. Talvez por ter sido muito leal a Hitler, adquiriu dele autonomia quase absoluta, como nas atitudes ocultistas. Documentos afirmam que ele próprio considerava-se a reencarnação do rei Henrique I (o rei passarinheiro), na época da Idade Média. No final de 1935, implantou o programa Lebensborn (fonte da vida, em alemão), cujo objetivo era aumentar a população ariana, e tinha por base residências secretas a fim de facilitar a procriação.
Este programa também foi implantado em outros países sob domínio germânico, como a Polônia e Noruega, cujos caracteres físicos destas populações condiziam com os pré-requisitos do estatuto racial. No tocante a questão da lenda “Atlântida” ajudou a coordenar expedições ao Himalaia no propósito de comprovar geneticamente a teoria defendida pelos Thule anteriormente, mas sem sucesso.
No auge de sua loucura, o Führer chegou a determinar uma lei, em prol da limpeza étnica o qual todo o alemão deveria comprovar sua “pureza ariana” a partir de 1750. Portanto, era comum na residência da população residir quadro nas paredes cuja ilustração havia uma enorme árvore genealógica, como comprovante. Estima-se que cerca de 11.000 crianças tenha nascido nestas condições. E caso os militares não assumissem a paternidade, o governo garantia a tutela. Tudo a fim de consolidar a supremacia da futura “super-raça” no mundo.
Com o fim do Terceiro Reich, esta geração sofreu toda a sorte de preconceito nos países respectivos, embora não tivesse a menor culpa. Contudo, nem todos tiveram final infeliz, os que conseguiram adquirir o direito a paternidade também ajudaram a fundar entidades para ajudar a resolver a mesma causa pelo qual sofreram. Como, por exemplo, a norueguesa Gerd Fleischer(foto), cujo drama da sua vida incentivou-a a fundar uma ONG para refugiados (Ver a reportagem no link abaixo). Ela foi filha de um militar alemão com mãe da região da Lapônia (região da Noruega).
Referência para os apaixonados pela História
http://segundaguerra.org/as-consequencias-do-projeto-lebensborn-na-noruega (caso Gerd Fleischer)
http://segundaguerra.org/?s=himmler
http://segundaguerra.org/category/biografias/biografias-eixo
sábado, 7 de agosto de 2010
General Heiz Guderian, o Aníbal do Terceiro Reich
Sessão: Segunda Guerra MundialAssunto: Mistérios do Terceiro Reich
Considerado por muitos um gênio militar, o general Heinz Guderian fez jus a sua respeitável fama. Em sua carreira foi partícipe das duas guerras que marcaram o século XX: a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Porém nesta última, ganhou fama após a criação dos temíveis Panzers, os velozes tanques blindados do Reich. Talvez, tenha como equivalente o general Aníbal Barca (247-183 a.C), do Império Cartaginês a quem quase derrotou Roma, na Antiguidade. De qualquer forma, ambos ocupam um lugar no Olimpo, no Hall dos gênios militares.
Filho de um oficial do exército Guderian nasceu em 17 de junho de 1888, em Kulm, na antiga Prússia Ocidental (atual Chelmno, Polônia). Sua inclinação militar começou desde cedo, estudou na Escola de Cadetes Karlshure e na Gross-Lichterfeld, próxima a Berlin. Foi comandante do 10º batalhão de Caçadores Hanoverianos (Hanôver, Alemanha). Na Primeira Guerra sua grande experiência bélica foi na Batalha de Verdun, na França.
Mas com a derrota alemã continuou investindo em sua carreira, e assumiu vários postos no exército. Neste ínterim aprofundou-se em teorias que posteriormente resultaram na criação dos Panzer, unidades motorizadas(e blindadas) para combates. Em 1931 foi promovido por Adolf Hitler Tenente-coronel. Com este feito tornou-se símbolo na chamada Guerra-Relâmpago; cuja rapidez dos seus tanques blindados deixava seus inimigos sem a menor chance de defesa. Bem como aconteceram na invasão da Polônia, na batalha da França, Países-Baixos e, sobretudo, na Operação Barbarossa, na União Soviética.
Aníbal, a pedra no calcanhar de Roma
O general Aníbal Barca nasceu em Cartago, em 247 aC. (atual região de Túnis, na Tunísia). Era filho do também general Amílcar com Ibérica (daí o nome Península Ibérica). Além de chefe militar seu pai também era o governante de Cartago, superpotência do mundo antigo e concorrente do Império Romano. Segundo a História, eles travaram três grandes conflitos os quais ficaram conhecidos como Guerras Púnicas (264 a 146 a.C).
Aníbal participou da Segunda Guerra Púnica, o qual o deixou famoso pela façanha de ter atravessado os Alpes a partir da península Ibérica. Por sobre elefantes, com um exército mal armado e em menor número atormentou a defesa romana por mais de uma década. Mas foi derrotado por uma manobra do imperador Cipião africano, quando este resolveu dirigi-se a cidade de Zama, território Cartago (ao norte da África). Já desgastado de tantas guerras, mesmo sem condições, Aníbal viu-se obrigado a defender seu território, quando então foi derrotado (202 a.C).
A rendição foi desastrosa para seu Império. Visto que, além de perda de grande parte de seu território os romanos impuseram pesados impostos e cláusulas humilhantes, como o fim da autonomia bélica. Cartago agora não poderia mais lutar, sem ao menos a permissão do vencedor. Por fim, no governo de Cipião Emiliano foi provocada a Terceira Guerra Púnica, a quem considerava a simples existência cartaginesa uma ameaça. Sua cidade foi completamente arrasada em 146 a.C.
Memoráveis Batalhas de Guderian e Aníbal
As afinidades entre os generais Aníbal Barca e Heinz Guderian são mesmo impressionantes. Ambos foram filhos de militares, e desde a infância apresentavam um talento militar incomum, além de avançados ao seu tempo. Também serviram à superpotências de seus respectivos períodos; entretanto, não fosse suas genialidades teriam ficado no rodapé da História.
Dotados de uma personalidade forte, Guderian era um dos poucos oficiais que discutia com Hitler, quando a opinião deste discordava. Talvez por isto era alvo de ciúmes entre seus colegas de farda; já Aníbal possuía uma liderança natural não só perante seu exército quanto ao seu povo, além do carisma (ambos eram venerados como heróis).
No ponto de vista pessoal, apesar do indiscutível sucesso no começo da guerra, com a invasão na Polônia, França e Países-Baixos, foi na Operação Barbarrossa (ou Barba-Ruiva) a quem Guderian obteve maior êxito. Pelo menos no início. Sua proeza foi tamanha que o Führer chegou a promovê-lo a General-coronel. Das três frentes acionadas para enfrentar o "gigante do leste" apenas a dele estava obtendo um movimento satisfatório.
Mesmo enfrentando um exército cinco vezes superior, suas unidades motorizadas não perdoaram os russos. Deixaram para trás quase 5 mil tanques inimigos num intervalo de tempo inimaginável. Mas, em função das outras frentes (em dificuldade) o recém-general teve que reter o avanço. Por isto ele teve que adiar o sonho de atingir Moscou, o qual nunca aconteceu. Do lado oposto o temível "General Inverno"(inverno russo) se aproximara, bem como fez no século anterior, com a derrotada França de Napoleão. O final desta história dispensa comentários.
No outro lado da linha do tempo, outro general fazia história. Após a morte do pai, com apenas 26 anos Aníbal reorganiza e assume o comando do exército. A partir da atual Espanha decide trilhar, em 218 a.C, cerca de 1000 quilômetros até a Itália, e atravessa o rio Ródano (França) e os Alpes Suíços. Sua principal batalha, sem dúvida foi a de Canas (ou Cannae), na península italiana.
Em 216 a.C, Cartago, com um exército de 50 mil homens consegue a façanha de derrotar 90 mil romanos, sob comando do general Terêncio Varrão. Numa estratégia audaciosa, ele atraiu seus inimigos e os cercou num movimento duplo, fechando-os pela retaguarda. Como resultado, 70 mil soldados morreram, 10 mil foram aprisionados e apenas 3.500 conseguiram fugir. Este conflito feriu profundamente o orgulho do Império Romano, e jamais foi esquecido. Mas, semelhante a Guderian, Aníbal também não conseguiu conquistar seu principal objetivo: atingir Roma. Contudo, até hoje o seu feito ainda é estudado pelas academias militares.
Refêrencia para Apaixonados por História
http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_canas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anibal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guderian
http://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Barbarossa
Hernandez, Jesus. Breve História da Segunda Guerra Mundial. Ed. Madras, 2010
Alvez, Antônio. História 3, O Mundo: Idade Contemporânea. Editora Líber, 1982
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